Queria matar a saudade dos meus planos utópicos, de dar sem receber, de receber sem merecer.Saudades dos meus sonhos repetitivos, da falta de mudança nos meus planos.
De ter um referencial. De me apaixonar descontroladamente até dizer chega . Da convicção no amor, no amar, no ser amada.
De acreditar que em 2 pode-se mudar tudo, ou quase tudo. Dos travesseiros molhados pela insegurança e pelo medo.
De me "alimentar de alguém". Do prazer e do ciúme. Da auto-suficiência que existia aqui.
De querer criar dialetos quando o "eu te amo" torna-se singelo e comum demais. De me questionar se o meu muito, não parece pouco.
De desconhecer o fato que posso andar sozinha. De depositar todas as minhas certezas em alguém.
De um dos lados da minha vida que se esconde.
Dos tempos em que eu acreditava que "tudo que eu quero eu consigo", e que "o meu pra sempre, é mesmo pra sempre".
Das atitudes banais que podem ser um beijo, um abraço, um olhar... mas que mesmo sendo simples faziam me sentir viva.
O que sinto, e sinto muito, é que de fato não me lembrava mais como era sentir os "gostos". E agora que voltei a sentir, lembro o quanto pode ser doce e amargo ao mesmo tempo, e que pode machucar...


2 comentários:
Amei essa sua primeira postagem. Gosto muito do modo com que você joga com as palavras, formam textos lindíssimos!!! Beijão amiga!! Te adoro
Continuo dizendo.. você está perdendo tempo não escrevendo para revistas.. hehe
Como sempre, me identifico muito com TUDO o que escreves..
Parabéns.. vc escreve muiiiiiiito bem..
Beijo
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